A importância do teste da orelhinha

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A importância do teste da orelhinha

A importância do teste da orelhinha

Um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança é a audição. O bebê já escuta desde bem pequeno, antes mesmo de ser erguido pelo doutor em sua apresentação ao mundo. Isso acontece a partir do quinto mês de gestação, onde o bebê ouve os sons do corpo da mamãe e sua voz.

O teste da orelhinha é um teste obrigatório por lei que deve ser feito ainda na maternidade, nos bebês para avaliar a audição e detectar precocemente algum grau de surdez no bebê.

O teste é feito através da colocação de um aparelho específico na orelha do bebê para detectar problemas auditivos, como a surdez, que dificultam a fala e aprendizagem da criança. Se o teste da orelhinha detectar algum problema, o bebê é encaminhado para o médico otorrinolaringologista, que irá orientar o melhor tratamento para o problema diagnosticado.

O exame logo ao nascer é imprescindível para todos os bebês, o grande problema é que a maioria dos diagnósticos de perda auditiva em crianças acontece muito tardiamente, com três ou quatro anos, quando o prejuízo no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e de linguagem da criança está seriamente comprometido.

A deficiência auditiva é a doença mais freqüente encontrada no período neonatal quando comparada a outras patologias. Os bebês que apresentam um maior risco de terem o teste alterado são aqueles que:

  • Nasceram prematuros;
  • Apresentam algum caso de surdez na família;
  • Ficaram mais de 5 dias internados na UTI ou que ficaram internados e precisam de respirar com a ajuda de aparelhos;
  • Nasceram com menos de 1,5kg;
  • Apresentam alguma síndrome como Waardenburg, Alport, Pendred ou alteração como o lábio leporino;
  • Quando a mãe teve alguma infecção durante a gravidez como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes;
  • Em casos de má formação envolvendo a orelha ou ossos da face;
  • O teste deve ser realizado nas duas orelhas e pode ser repetido após 30 dias.

A incidência de problemas auditivos em recém-nascidos é de 3 casos para cada 1000 nascidos vivos. “É um número considerável, maior do que algumas deficiências identificadas com o teste do pezinho, como a anemia falciforme, por exemplo, que atinge cerca de 1 bebê em cada 10 mil.

Esse diagnóstico precoce é extremamente importante para permitir que a criança com a deficiência tenha desenvolvimento neuropsicomotor e aquisição da fala próximos do normal. Além do tratamento com o otorrino, a criança também deve ser acompanhada por fonoaudiólogo especialista em reabilitação auditiva que avaliará o desenvolvimento da audição e da fala da criança!

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